Snacks, ou comidas para combinar

Bom dia, pessoal

Onde eu vivo, o vento sul passou mudando a direção até dos meus planos.
Eu gosto muito desse vento, porque me lembra do ano, bem-aventurado, que morei na ilha de Florianópolis – SC e lá sim ele canta alto.

Quem reclama do tempo, eu costumo usar um ditado popular que uma amiga sueca me ensinou: Não tem tempo ruim, só roupas ruins.

Para dias assim, nada melhor para colocar um sorriso em seu rosto que uma roupa adequada e confortável, meias feitas por uma mama querida, um bom filme, um bom vinho, uma agradável companhia, que seja cúmplice das experimentações gastronômicas boas de se fazer nessas ocasiões. Aqueles vários snacks, que eu chamo de comidinhas para combinar.

Essa foto foi de uma noite assim, em casa, combinando queijo rockfort de cabra com tâmara, castanha de caju com damasco, tudo levinho, sem contar com a mandioquinha frita ali do lado, porque ninguém aqui é feito de pano.

E o filme assistido, mais uma vez, foi: E aí, meu irmão, cadê você? (O brother, where art thou), dos irmãos Coen. Quem se cansar de ver a atuação brilhante de George Clooney e de John Goodman, por favor assistam só mais uma vez para depois se pronunciarem a respeito.

Grande amor,

Julia.

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Por natureza

Fé é tudo aquilo que acreditamos ser verdadeiro, de que não se tem dúvida. Recebi essas palavras de uma amiga querida e meus sentidos acordaram.

Por mais acelerados que estejam os dias, a nossa mente e a nossa natureza estão intactas.

Não se perde a essência.

Podemos escolher entre a integridade ou o isolamento. Estar aqui, completamente presente, é uma prática da fé. E quanto mais aprofundamos essa espiritualidade holística, mais lucidez ganhamos, e melhoramos em todas as áreas das nossas vidas, nos relacionamentos uns com os outros e com a natureza.

Quando enxergamos o amor através de tudo, contagiamos. E na medida que vamos criando condições ambientais mais leves, mais equilibradas, passamos a dar outros significados para a ciência, para a arte, para a ecologia, para o agricultura, para a educação, para a saúde, para os seres e para a biosfera. Os rios, os mares, as montanhas, os ventos. Todos se beneficiam.

Sempre que tenho a oportunidade de ver do alto a Lagoa do Ribeirão (Paulo Lopes – SC), formada pelo rio da Madre, em desenho de coração, eu pratico a minha fé.

Julia.

Estrada para a Serra do Rio do Rastro – SC

Assim como a felicidade deixa a pessoa mais bonita e cheia de vida, acredito que o inverno deixa assim a natureza.

Lembro-me quando criança, no inverno observar as copas das árvores recebendo o primeiro raio de sol do dia, o primeiro sinal de calor. E aguardar chegar até mim.

Sempre fui apaixonada por acordar cedo, no silêncio. Houve exceções, claro. Gostava de preparar o café da manhã para a minha família e deixar aquele aroma tomar a casa, acalentava os animais, alimentava os canteiros e acompanhava o trabalho da chuva, da geada e do vento na terra.

Meu companheiro de aventura, como disse ontem, até nisso combina comigo. Em nosso último dia em Urubici-SC, acordamos no meio da noite (já havíamos pago o hotel, só para constar) e pegamos a estrada antes do nascer do sol. Nosso objetivo era encontrá-lo na Serra do Rio do Rastro.

Como não conhecíamos a estrada e o dia estava quase clareando, cada curva era uma surpresa para nós, que com a chegada da luz mudava de cores. Os vales, as montanhas, os campos e as colinas figuravam uma paisagem encantadora.

Ao aproximarmos da Serra, vibramos de alegria. A Mata Atlântica formando um manto sobre ela, o mar ao fundo, as margens do canyon, as sinuosas curvas. 12 km de adrenalina nos aguardava. No início da descida, uma cachoeira congelada. Espero que aproveitem as fotos para seus futuros planos.

Com carinho,

J.