Pudim de pão

Sexta-feira, aquela correria, mas já pensando em convidar uns amigos para um jantarzinho em casa. Então gostaria de relembrar minhas amigas sobre o pudim de pão para sobremesa. É uma receita de rápido preparo, com ingredientes básicos, e que agrada a todos. Já postei antes, mas cada vez que preparo e saboreio essa delícia, fico entusiasmada… vale a pena repetir, com novas fotos. foto 1foto 2foto 3Pudim de Pão
3 pães amanhecidos ou o equivalente
Leite quente o suficiente para cobrir o pão e ficar bem molhado
2 xícaras de açúcar para o pudim
1,5 xícara para caramelizar a forma
2 ou 3 ovos inteiros
2 c. (sopa) de manteiga
Essência baunilha, 1 c. (sopa)
*uvas passas, opcional
Despeje o açúcar sobre o pão e em seguida o leite bem quente, tem que ficar bem encharcado. Se precisar, acrescente mais leite a medida que for absorvendo. Tampe e deixe descansar por mais de 1h. Amassar o pão com colher de pau (pode ficar meio pedaçudo) e misturar os demais ingredientes.
Caramelize uma forma de buraco no meio ou um pirex refratário médio (prefiro pirex porque sirvo nele mesmo, sem desenformar) com 1 ½ xícaras de açúcar, despeje o pudim e asse. Geralmente asso em banho-maria, mas da última vez não fiz o banho-maria, deixei 20 minutos assando a 220 graus aprox., e assim que começou a dourar, desliguei. Ficou ótimo. Gosto de servir com creme de leite.
Se preferir o banho-maria, ligue o forno, coloque a forma ou recipiente na grade bem baixa do mesmo com a forma de pudim dentro e despeje água bem quente com gotas de vinagre para não manchar o alumínio.
Uma dica, não jogue pão envelhecido fora. Vá guardando no freezer até ter o suficiente para o pudim.

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Bolo de bananada e chocolate

bolo banana assadobolo bananafotoqO bolo de hoje é de banana…aproveitando aquela sugestão do doce de banana do outro dia. A diferença desta receita é que juntei à massa 3/4 de xícara de ganash de chocolate que eu tinha na geladeira. Poderia ser apenas chocolate em lascas. É uma receita rápida e fica deliciosa…experimente!
Bolo de bananada com chocolate
3 ovos
¾ xícara de óleo vegetal
3 xícaras de farinha de trigo
3 xícaras de açúcar
1 xícara de doce de banana
¾ xícara de chocolate em barras picado
Leite azedo ou iogurte, aprox. 1 ½ xícaras (até que fique no ponto certo de massa de bolo)
1 colher de sopa cheia de pó Royal
Untar uma forma grande ou 2 menores com margarina (use um pincel) e farinha de trigo para polvilhar.
Bater os 3 ovos inteiros até que fiquem leves e com bolhas. Juntar o açúcar e o óleo e bater mais. Acrescentar o doce de banana, o chocolate, o leite e a farinha. Continuar a bater juntando mais leite se necessário, o suficiente para chegar na consistência de massa de bolo (tem que ficar na espátula da batedeira mas não demais). Mexer com espátula pois alguns ingredientes podem ter grudado no fundo e laterais da tigela. Acrescentar o fermento e misturar.
Levar ao forno a inicialmente 230 graus, baixando depois dos primeiros 10 minutos. Ficar de olho para não queimar. Fazer o teste do palito para ver se está assado. Assim que retirar do forno, peneirar um pouco de açúcar por cima.
Bon appetit!
Louisette

Sopa de cebola

sopa de cebolaAi que delícia, hoje a temperatura voltou a baixar…clima perfeito para uma sopinha de cebola a noite! eba!!!!
Para complementar, pão (de preferência caseiro)…e vinho…
Tomem nota da receita…É simples e de rápido preparo, mas fica tao gostosa, que parece ser elaborada.

Ingredientes:
5 cebolas grandes
3 colher de sopa de manteiga
3 colheres de farinha de trigo
3 cubos de caldo de legumes
Pimenta do reino
Aproximadamente 1 litro de leite

Preparo:
Corte as cebolas em rodas finas. Pode passar no processador para ser mais rápido. Refogue-as na manteiga. (a panela tem que estar bem quente. As vezes precisa misturar uma colher de óleo vegeral à manteiga para não queimar. A manteiga queima facilmente.

Deixe a cebola inicialmente parada na panela, sem mexer, pois quanto mais mexe, mais água junta. Depois de alguns minutos, vá mexendo de vez em quando, acrescentando então os caldos de legumes, a pimenta moída na hora e a farinha. Junte o leite e um pouco de água de necessário. Prove e corrija o tempero se necessário. Deve ficar suave, meio adocicada.

Deixe cozinhar por uns 5 minutos, mexendo, para evitar que o leite coagule.

Sirva a sopa com um pãozinho.

Bon appetit!

Posso estar enganado, mas isso aqui é leite de baleia!

“Posso estar enganado, mas isso aqui é leite de baleia.” – repeti a frase silenciosamente dentro do mar. No surf não rola muito bate-papo, pelo menos eu geralmente estou sozinho e, quieto, faço contato direto com a natureza.

A comunicação naquela sessão de surf na praia de Ibiraquera havia sido pouca. Leves cumprimentos entre amigos de antes, e um bate-boca um tanto cômico entre um cara que vinha remando na preferência e por isso gritou passagem, e o outro cara que se queimou por causa do grito. “Vai gritar na tua área” de cá, e “tu não manda nada aqui” de lá, até que o primeiro deu fim na discussão, trazendo a questão para as vias de fato. “Vamos ver então quem manda” – através do surf.

Achei aquilo tudo muito cômico, especialmente pelo fim que estava agora em cena, com os dois remando furiosamente para o fundo, travando um verdadeiro duelo de surf. Não sei dizer como a coisa terminou, até porque eu estava prestando atenção em outras coisas, ou pelo menos tentando.

Os pássaros faziam da ilha de Ibiraquera um ponto de referência, para observação e potencialmente para nidificação. A sempre notável presença do gavião-tesoura ao longe sobrevoando a lagoa. Houve um momento em que o sol saiu, as ondas alinharam e o espelho de água se tornou picado em multi cores, fazendo surgir uma plena sensação de felicidade.

De vez em quando, de relance, do topo da ondulação, achei que via uma coisa preta na visão periférica. Não pensei mais sobre isso, até que vi passar lentamente atrás das ondas uma barbatana pontuda.

Adoro a presença dos golfinhos, e pensei em pesquisar sobre barbatanas, para identificá-los melhor, porque aquela ali descrevia um arco côncavo bem peculiar na parte traseira.

Foi só então que vi as baleias. Uma ficava parada como uma lage de rocha negra na superfície. O curioso é que as cracas crustáceas fazem ela ficar ainda mais parecida com uma pedra. Havia também um filhote submerso e que pouco aparecia.

Reparei então em uma embarcação que estava parada um pouco mais ao fundo, era de turistas observando baleias. Já tinha visto placas de “whale watching” na região, mas nunca tinha visto uma embarcação em atividade.

Bem, preciso também se fazer menção sobre a qualidade das ondas que estavam quebrando. Séries de ondas grandes e de fartas paredes progrediam na diagonal, carregando consigo jovens apaixonados fazendo juras de amor ao esporte ao passar deslizando.

E neste vai e vem, o mar trouxe uma espuma branca e grossa. Eu até duvidei do que suspeitei, mas aos poucos pude constar que sim. Represando um pouco de espuma com as mãos e os braços, achei justo afirmar, e o fiz, repetidamente e em silêncio:

“Posso estar enganado, mas isso aqui é leite de baleia!”

Haruo.