Sanhaçu Cinzento (Tangara Sayaca)

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Olá, pessoal.

Se eu for dizer em uma frase sobre o sanhaçu cinzento eu digo: É azul e chegado numa fruta.

Mas eu gosto tanto desse bichinho, quando ele não consome com todas as minhas frutas no pomar, que eu vou deixá-lo mais popular por aqui:

É uma ave bem comum, adora um comedouro, é confundido com o sanhaçu de encontro azul, porém esse é muito mais azulado e possui o bico maior. O canto do sanhaçu cinzento é longo e entrecortado por notas altas e baixas.

Vive normalmente na copa das árvores em busca dos frutos maduros, mas é intrépido o suficiente para apanhar também os caídos, e prefere até os que já estejam infetados de larvas. Por disputar as frutas com outros pássaros, suas acrobacias no ar fazem a sua fama.

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Julia.

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Cambacica (Coereba Flaveola)

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Bom dia, pessoas.

A cambacica se parece com um mini bem-te-vi, é relativamente comum, embora pouco notado, o último exemplar destes foi visto na serra Dona Francisca – SC.

Se alimenta basicamente de néctar, frutas e artrópodes. Para coletar alimento, em qualquer altura, agarra-se firmemente nas coroas das flores e com o bico curvo e pontiagudo perfura o cálice, atingindo assim os nectários. Visita também aquelas garrafinhas de água destinadas aos beija-flores e comedouros de frutas.

Suas frutas preferidas são mamão, jabuticaba, laranja, melancia e muita banana, daí vem seu nome em inglês bananaquit.

Meu pai os chama de barriga amarela, seus nomes populares variam de região para região. Toma banho muitas vezes, por causa do contato com o néctar pegajoso. Daí vem seu nome popular em Minas Gerais: sebinho.

É bastante ávida, vive solitária ou aos pares, a fêmea canta um pouco menos que o macho, mas ambos cantam a qualquer hora do dia e em qualquer época do ano. O canto do macho é mais prolongado.

Para amedrontar um rival, põe-se de pé, estica o corpo e vibra as asas. Muito briguenta, a cambacica chega a cair engalfinhada no solo, onde continua a luta.

Julia.

A Noivinha (Xolmis Irupero)

Bom dia!

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Avistei a noivinha no Farol de Santa Marta – Laguna – SC. Sua postura ereta não me engana mais, num céu azul se destaca pela sua elegância de vôo e alvura de plumagem. É considerada uma das mais lindas aves do sertão nordestino.

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Da família dos Tyrannidae, seus hábitos são semelhantes aos dos beija-flores. Aquela apurada técnica de peneirar, adejando as asas para se manter no mesmo ponto no ar, é devido também à sua alimentação, essas aves comem insetos que apanham em ousadas piruetas no ar.

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Como dá para ver na foto, é quase todo branco, apenas as pontas das asas (rêmiges primárias) e a cauda são negras. As pernas, o bico e os olhinhos também.

Julia.

Pernilongo de Costas Brancas (Himantopus melanurus)

Bom sábado, pessoal!

Num fim de tarde em Ibiraquera (SC) encontrei essas espécies magrelas.

Os Pernilongos de Costas Brancas vivem em lagoas, praias fluviais e marítimas, arrozais e brejos. De bico fino e pernas longas, dobram o joelho ao contrário, assim como muitas aves. Medem 38 cm de comprimento e devem ser bem levinhos, parei para observar o momento da refeição e os vi caminhando em águas profundas, com o bico semi-aberto, bicavam pequenos insetos enquanto varriam a superfície de água de um lado para o outro.

Um beijo,

Julia.

Saí Azul (Dacnis cayana)

Olá, pessoas!

Da família dos traupídeos. Esse passarinho é muito bonito, de cor azul turquesa com garganta preta. Mede em torno de 13 cm e pesa 16 gramas, aproximadamente.

Encontrei esse no Sul de Santa Catarina, mas já o vi no comedouro de frutas da casa dos meus pais, no Norte de Santa Catarina, e fui ler sobre ele:

O Saí Azul alimenta-se de néctar, insetos e frutas. Vive à beira da mata em várias altitudes, ocorre em todas as regiões do Brasil, também de Honduras ao Panamá, e em quase todos os países da América do Sul, exceto Chile e Uruguai.

Costuma aparecer aos pares ou em pequenos bandos mistos, com Cyanerpes e Tangara.

De acentuado dimorfismo sexual, a fêmea tem a plumagem verde clara, com a cabeça azulada e pernas alaranjadas. Foi também fotografada, mas ficou um pouco fora de foco. Uma pena, porque é lindíssima!

Atingem a maturidade sexual aos 12 meses e se reproduzem na primavera e no verão. É dever da fêmea a construção do ninho, de fibras finas ela faz uma taça profunda de 5 a 7 metros do solo, entre as folhagens externas de uma árvore. Enquanto isso, o macho a protege contra intrusos.

O canto é um gorjear fraco. Se começar a prestar atenção, encontrará!

Com amor, J.