Categoria: Handmade

Create

Velas Recicladas

As velas trazem o equilíbrio do elemento fogo para nossas casas. Tem o poder do rezo, da oferenda, da transmutação das energias.

Eu, particularmente, gosto de manter a chama acesa em casa todos os dias. Aprecio muito as velas grandes, de 7 dias, as velas de cera de abelha, para ocasiões especiais.

Esta semana experimentei reciclar os restos de vela que eu vinha juntando. Separei as de parafina pura das mescladas, coloquei em banho maria e derreti.

Preparei os pavios. Cortei-os do tamanho certo e, com pedaços de papelão furados ao meio, posicionei-os de modo a fixá-los ao centro.

Separei alguns copos para moldar as velas. Pinguei algumas gotas de oleos essenciais na base de cada copo: capim limão, citronela, pau rosa e hortelã pimenta.

Após, despejei a parafina derretida e posicionei cada pavio.

IMG_5252

Com amor, tudo se transforma.

Carinho,

S.

 

 

 

Anúncios

Da conversa: Casamentos e simbologias

Bom dia!

Eu sempre senti atração pelas flores de laranjeiras. São de uma natureza pura, verde e branca. E na escolha do meu vestido de noiva, desejei rendas rebordadas dessa árvore.

Minhas amigas e artistas Rose (Dona) e Patrícia (Moça), da belíssima marca Dona Moça, encontraram e fizeram para mim!

a2a1

A primeira parte do meu vestido foi um tomara que caia, de cetim de noiva. A segunda parte foi uma camisa de renda, rebordada com a mesma renda, mais mini canutilhos de vidro e miçangas. A terceira parte do vestido, foi uma saia de gazar de seda, com cós plissado. Acrescentamos botões na parte da frente do vestido e nas mangas. O véu foi feito de tule italiano, rebordado com a mesma renda da camisa do vestido.

Igualmente mais que especial, ficou o vestido da minha mama, feito por elas também. Um vestido azul marinho de seda e musselin, e casaqueto de renda de guipir todo rebordado com as mesmas flores e pérolas. E um facinator para completar o look.

Fizeram tão bem, que até a minha paz interior se apaixonou!

Depois, acabei descobrindo que usar essas flores no dia do casamento é simbólico. Os antepassados usavam as flores de laranjeiras porque as consideravam um talismã para assegurar tanto uma família numerosa como a felicidade nupcial. Os antigos romanos tinham o costume de atirar flores no trajeto da noiva, acreditando que as pétalas fariam a noiva ter sorte e dar carinho ao marido.

Amém.

Julia.

Um presente dentro de um presente

gift pack (2)

gift pack (3)

gift pack (4)

gift pack (5)

gift pack (6)

gift pack (7)

Com alguns metros de tecido, você confecciona embalagens de presentes criativas, as quais as pessoas poderão utilizar  para sempre.     Fotografei os pacotes que confeccionei dias atrás para mostrar às nossas amigas leitoras como é fácil de fazer.

Comprei 2m de tecido de algodão de 1,40m de largura.   Coloquei sobre a mesa e fui dobrando o tecido para otimizá-lo 100% e chegar a dimensão ideal para o que precisaria embalar.  É mais fácil estabelecer um padrão e fazer todos os pacotes do mesmo tamanho.  Cortei o tecido  cuidadosamente pelas dobras.  Muitos deles não precisaram de bainha na borda superior pois aproveitei o arremate lateral do próprio material (o qual não desfia).  Costurei as laterais e fundo dos saquinhos na máquina numa sequência junta e continua.  Dessa forma, fica fácil trabalhar para trás e para frente com a máquina para arrematar  devidamente o início e o final de cada saquinho.  Feito isso, cortei a linha entre os saquinhos e passei o lado do avesso novamente na máquina para chulear.    Em alguns saquinhos, foi necessário fazer a bainha na borda superior, o que foi fácil  tendo feito as dobras primeiramente com auxilio do ferro de passar.  Finalmente passei todos os saquinhos tendo o cuidado de abrir as costuras.  

Depois coloquei os presentes nas embalagens e fechei com fita.  Os tecidos de algodao são baratos e muito lindinhos e você pode brincar com as fitas.  Realmente é como um presente dentro de um presente…as pessoas adoram!!

Vamos lá, ainda dá tempo de fazer os saquinhos antes do Natal!!!  Louisette

 

Do Atelier da Mama!

De uma casa de quatro mulheres e um homem – onde a comunhão, tão pouco em voga hoje em dia, ainda é firme como uma rocha – saíram três moças para estudarem fora. Anos se passaram e saudosas, voltaram para casa. Casadas, a família ganhou três novos membros, e a casa voltou a ficar espaçosa e silenciosa. Como é aquela frase: Quando o amor de duas pessoas não cabem mais dentro delas, nasce uma nova vida?

Logo veio uma criança conquistando seu espaço e reajustando os horários de todos os adultos. De beleza e alegria notáveis, caiu aos encantos da avó, que dedicou-se inteiramente ao ensino e ao cuidado do primeiro ano – e meio da primeira netinha.

Avistada por agentes de moda, já anda trabalhando por ai, e crê que arrastando malas, ursos e mamadeira, chega longe. Se não fosse as mãos dadas com a mamãe, a dinda, o papai, o vovô e, claro, a amada avó…

E na casa, alguns pertences da neném ficaram, sempre que volta sente-se em sua casa também. E minha mãe, confirmando o que Mandy Aftel disse, no livro Essências e Alquimia: “Mais da metade do que somos, como sabemos, é formado por água, e o banho é um lembrete de que em hipótese alguma somos tão sólidos e imutáveis quanto pensamos.” (p. 180), por viver para o amor, despertou dentro de si dons antes inavegáveis. E espalhou por todos os cômodos da casa a sua delicadeza e graça. De uma sala de estar, que já foi quarto da minha irmã, meu quarto, e escritório, ela o fez seu Atelier, e a cada visita, vejo que está mais lindo e aconchegante.

Pedi que mostrasse aqui o que ela tem feito e vendido, porque aprender algo novo é sempre uma conquista pessoal tão bonita:

– Belíssimos acabamentos, minha querida!

Com amor,

Julia.

Milton Passos e Ouro Preto – MG

Oi, pessoal.

Começarei o mês de Outubro e a semana falando sobre viajar.

A cada viagem que faço, sinto que volto para casa renovada. Vivenciar um lugar onde se é desconhecido e despreocupadamente misturar-se a ele, demonstra na verdade um refinamento de espírito que resulta em completude – beleza dentro e fora.

Em minha primeira visita a Ouro Preto – MG, tive a felicidade de estar acompanhada por um casal de amigos maravilhosos que conheciam muito bem a cidade. Esforçaram-se ao máximo para que eu conhecesse também, cada preciosidade, cada ruela, cada templo, cada cristal – até os legitimamente mineiros, e com as melhores prosas que se pode ter quando se está a viajar, simplesmente pelo prazer que isso proporciona.

Agradeço pelos amigos que tenho. Doar-se aos outros, sem esforço, é a mais alta virtude que se pode ter.

Nossa primeira parada em Ouro Preto, foi no Restaurante Bené da Flauta.

Quando chegamos lá, por um tempo ficamos em silêncio, boquiabertos com a qualidade de uma tela, assinada por Milton Passos. De uma candidez e técnica de mestre:

Para a nossa surpresa, ou sincronicidade, encontramos o seu atelier naquela tarde:

E é claro que entramos para conhecer:

Esse é o artista plástico Milton Passos, fazendo o que gosta – um retrato de Ouro Preto:

Hoje, o artista está com seu atelier no Largo do Rosário, onde funcionava o atelier de Roberto Sussuca.

Contato com Milton Passos: (31) 3551-1859 ou através do email mcesarpassos@yahoo.com.br

Boa semana para todos nós!

Com amor, Julia.