Instantâneos da Felicidade no Dia dos Pais

Tenho a sorte de ter amigos sortidos. Um deles se declara “Agito”.
Através dele, conheci a coleção de fotografias chamada Instantâneos da Felicidade, da Maison Européenne de la Photographie, Paris.
Ao todo, são 50 cenas de 28 talentosos fotógrafos de diversas nacionalidades. O Brasil aparece através das lentes de Sebastião Salgado e Alberto Ferreira, autor da fotografia da “bicicleta” de Pelé, no Maracanã. (Vale a pena a procura.)

Hoje, escolhi mostrar a imagem acima porque é dia dos pais e o menino está no caminho.
Para algumas pessoas, comemorações datadas são antiquadas e comerciais.
Acredito que esse pensamento existe porque vive-se uma época denominada Modernidade Líquida. O modo coletivo, digital e rápido com que se absorve as informações tem colocado o ser humano para correr atrás do tempo.
Mas o que ele faz? O que ele ama? O que preserva?
Já ouvi diversas vezes que o dia está curto.
Se é que vivemos nessa liquidez morna, a culpo por pensamentos tão chatos, que ainda convertem mais pessoas a serem iguais nos comentários, nas críticas, nas qualidades reles e na vida passageira.

Eu permaneço na idéia que, não se marca um dia para ser especial, mas se há um dia datado a uma comemoração, porque não aproveitá-lo?
Celebrar a vida é um dever/prazer diário. O céu não deixou de existir e as abelhas continuam produzindo mel.

Quando menos se espera, mais dura uma felicidade e um instante. Eles estão por toda parte, vindo naturalmente. Se você tiver olhos para ver, não os detenha.

Que hoje você tenha êxito nos momentos de grandes alegrias e viva situações belas e ímpares. Capriche na postura, no sorriso, no programa, no presente, na música, na declaração, seja para o seu pai biológico ou para o seu pai adotivo. Diga o quanto o ama e sente gratidão pela educação dada. Faça esse dia durar.

Como me escreveu meu pai: Uma coisa que nunca vai mudar é a formação. Firmado com fortes laços e forjado como se forma uma aliança. Nem tempo, espaço ou ainda a distância podem trazer variação para o amor, que une e é maior que tudo. E jamais, nunca, vai apagar.

Fotografia da fotografia presenteada pelo Agito.
Autoria de Henri Cartier-Bresson/Magnum, 1952. Rua Mouffetard, Paris.

Julia

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