Rebecca – Daphne Du Maurier

A obra que Louisette se referiu no post Sempre gostei de ler chamasse Rebecca, de Daphne Du Maurier.


Encontrei num desses pedacinhos do mundo, com portas pequenas, onde você se alegra por estar para o lado de dentro.

Como o livro é também o nome de minha sobrinha, me chamou a atenção naquele celeiro de palavras. Sabendo do favoritismo de Louisette por esse volume, digo que foi divertida a cena de tomar o livro em minhas mãos e mostrar a ela.
De minha parte, não houve dúvidas de que levaria para casa, soltá-lo naquele instante seria um ato inadmissível aos sentimentos dela.
“Seria impossivel dar, em breves palavras, uma idéia do livro”.
Se dessa maneira o livro se explica, quem sou eu para querer desmistificá-lo.
Como eu não resisto a um bom chamado e ao seu repasse, conto apenas que o autor poe a própria primeira pessoa em comunhão consigo mesma e com um mundo contemplativo, através da pura força do pensamento.
No aspecto físico, como seria aquele ano, o baile, a jornada, a praia?
Com quem mantinha afinidades aquela cujo espírito se assemelha a tudo?
Daqui para frente, que o seu efeito seja particular seu.
É verdade que a leitura deixa o homem mais social, mais humano, mais polido, mais refinado, mais lúcido e mais culto. O saber dá sabor ao homem e encanto às suas maneiras.
Quando lemos, escapamos para o campo do pensamento. E vive-se numa época diferente. O que está em ação é uma boa quantidade de ideias, com seus indizíveis pontos de vistas. O conversador te desafia, te confia e discute até a sua vida. Em Rebecca, você vai encontrar-se consigo mesma em algum momento (e não conto mais nada).
Quando lemos também respiramos melhor, relaxamos e aprimoramos nossa capacidade intuitiva. A concentração aumenta porque abandonamos o ambiente comum para viajarmos, ao ar livre, pelas antigas histórias da China, com muitas voltas, ou pelo nosso fabuloso quintal, depende do ponto de vista.
Há um momento certo para cada livro, e há um mestre literário para cada momento. É uma espécie de instinto e auto-conhecimento. Puramente cultural.
O que não fora possível apreciar, que não seja evitado para sempre.
O gosto não se adequa a nada. Há hoje, exatamente, o que se esperava encontrar.
Então, sem atrever-se, apaixona, corteja, se faz presente à mesa familiar, e vem a cerimônia.
Ou ainda, deslumbra uma comida temperada. Onde se aufere real proveito quando aprende a distinguir os sabores. E começa a procura por aquilo, e a absorver mais daquilo.
Delicadeza, mordacidade, força, suavidade, brilho e profundidade. Os mestres, os temperos, o casamento e a cultura. O que têm todos em comum: Evolução e Renovação.
Dos livros, se extrai o sustento para esses dois atributos e, te-los-a, sossegadamente, no que é.
Julia

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