A super viva erva mate (Ilex paraguariensis)

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Faço parte de uma geração de ervateiros. Com profundo respeito e alegria, trabalho em um ambiente aromático e verde. É inevitável. Quando você vê, também está apaixonado pelo mate. É contagiante também. De todos os benefícios, os melhores, na minha opinião, são: O fato de reunir as pessoas e proporcionar calma, paz; E o sabor gratificante, herbáceo com vigor.

Muitas pessoas me perguntam como eu consumo, porque não sabem manusear a cuia e a bomba. Isso é cultural. Vejo em diferentes países nossa querida erva-mate exportada sendo utilizada de inúmeras formas, como bebida quente/gelada/com leite, em dermocosméticos, etc. Não deixo de provar. Sempre cheira familiar.

Preparo o chimarrão diariamente na empresa, mas na minha casa acostumei-me a fazer o chá. Coloco uma colher de chá numa xícara de água quase em ponto de ebulição. Deixo amornar, coo e bebo em seguida. Com gotas de limão também fica ótimo. E passar na cafeteira francesa também funciona.

A erva mate é uma planta medicinal, pode-se consumir um litro por dia. É um alimento superpoderoso, acredito verdadeiramente que a cura de todos os males está em conhecer Deus e na natureza.

Como o beneficiamento da erva mate é especial, muito curto, a alta concentração de nutrientes e antioxidantes garantem o efeito bio-protetor da planta no organismo. É digestiva e termogênica, e farta em ácido pantotênico, o mesmo encontrado, até em escala menor, na geleia real das abelhas.

Tem ácido fólico, alcalóides, taninos, vitaminas A, vitaminas do complexo B, vitamina C, e em alta proporção a vitamina E, que regula as funções sexuais, dá viço à pele, e aumenta a imunidade. Tem 7 sais minerais, proteínas, que são aminoácidos essenciais no nosso dia a dia, harmoniza o funcionamento buldo-medular, diminui lesões nas paredes dos vasos sanguíneos, é uma erva importantíssima para a regeneração celular e é estimulante mental e físico.

Além da proteção do sistema nervoso central, restaura os antioxidantes do fígado, diminuindo a absorção da glicose e álcool no sangue e interceptando os radicais livres gerados nesse metabolismo.

É tônico do coração e da respiração e afeta as ondas alfa no cérebro, ondas associadas com o estado de vigília e relaxamento. A combinação da cafeína com o aminoácido L-teanina presentes na erva mate melhoram a memória e tempo de reação, que resultam na sensação de alerta e foco, ao mesmo tempo em que acalma, enquanto as catequinas ajudam a prolongar o pico de energia no corpo. E não tem efeitos colaterais.

Uma planta ligada no céu, na natureza e na mesa.

Com amor,

J.

 

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Paz, tolerância, singeleza e bom ânimo.

Havia então nas grandes montanhas de Lushan, a cujo sopé vivia o poeta T’ao, uma grande sociedade de ilustres budistas Zen, e o chefe, um grande erudito, tratou de fazer com que T’ao entrasse para a Sociedade do Lótus. Um dia, pois, convidaram-no para uma reunião; Ele acedeu sob a condição de que o deixassem beber. Concordou-se com essa infração às regras budistas, e T’ao compareceu à reunião. Mas quando se tratou de inscrever seu nome como membro da sociedade, “franziu as sobrancelhas e retirou-se”. E de tamanha importância era aquela sociedade, que um poeta tão notável como Hsieh Lingyün teve sempre grande desejo de entrar nela, mas não o conseguiu. Mas o abade budista continuou cotejando a amizade de T’ao, e um dia o convidou para beber, junto com outo amigo, um grande taoísta. Eram, pois, três em um grupo: o abade, que representava o budismo, T’ao, que representava o confucionismo, e o outro amigo, que representava o taoísmo. Fizera o abade o voto, para toda a vida, de nunca ir além de certa ponte em seus passeios diários, mas um dia em que ele e o outro amigo se despediam de T’ao, tão agradavelmente estavam empenhados na conversação, que o abade passou a ponte sem sabê-lo. Quando lho fizeram notar, riram-se os três. Este incidente dos três anciãos a rir tornou-se tema de pinturas populares chinesas, porque simbolizada a felicidade e a alegria de três almas despreocupadas, sábias, que representavam três religiões unidas pelo senso de humor.

Lin Yutang.

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Chamonix Mont Blanc

Chamonix parece uma pintura de arte, muito bem executada. Localizada na região do Rhône-Alpes, é uma comuna francesa do departamento da Haute-Savoie. Foi uma das primeiras cidades fundadas nos Alpes Franceses para servir de base para o imponente Mont Blanc.

Em frente ao Mont Blanc há uma estátua lindíssima de Horace-Bénédict de Saussure, naturalista e geólogo suíço considerado o pai do alpinismo, e do guia de montanha Jacques Balmat, lhe apontando o cume por onde o levaria fazer suas experiências e ascensões.

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Chamonix tem um centro estruturado de lojas de equipamentos para esportistas e lojas de luxo, e várias opções de hotéis, restaurantes e bares, várias mesmo. Aos pés do majestosa montanha eu aconselho a mesa posta com um fondue.

O Aiguille du Midi, com altitude de 3842 metros, é a mais alta montanha de Chamonix, no maciço Mont Blanc. É possível chegar ao seu cume com o Teleférico da Aiguille du Midi. O ar é bem rarefeito quando se atinge grandes altitudes. Requer bastante atenção, apesar da emoção.

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O sítio da Aiguille du Midi te dá uma vista magnífica dos principais cumes franceses, suíços e italianos maiores de 4000 metros de altitude. É também o ponto de partida do Vallée Blanche e da Telecabine Panorâmica do Mont Blanc, que atravessa o Glacier du Géant até a Pointe Helbronner, separadora de águas entre a França (Haute Savoie) e Itália (Valle d’Aosta), dela se vê também a região italiana do Piemonte.

Chegamos em Chamonix através de Genève, na Suíça. Mas é acessível também por Torino (IT) e Lyon (FR). O translado de Genève até o centro de Chamonix pode ser feito de várias maneiras, há trem, micro ônibus, vans shuttle e aluguéis de carros. Fomos de shuttle, acredito ser a opção mais usual, só não recomendado durante a alta temporada de esqui, ou se for tentar, melhor fazer a reserva antecipada online.

Haute Amour,

J.

Uma deslumbrante visita a Floresta Amazônica Brasileira

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Por mais que você estude muito antes de ir para a Floresta Amazônica, conhecer não é bem o que acontece quando se está lá apenas por uns dias. A imensa floresta te faz rir. Faz você ficar mais atento, te leva a um despertar, te desnuda a alma, te agita com vigor quanto a efemeridade das nossas vidas. A natureza te inspira a paz, o silêncio. Te revela um céu espetacular de constelações, sons novos de uma floresta tão imponente, ao mesmo tempo tão insegura com a nossa presença humana.

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Não podemos nos esquecer de que somos parte da natureza. Depois de um tempo lá, o verdadeiro conhecimento, o olhar para dentro de si. Como uma imagem refletida.

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Um imenso labirinto natural, onde alguns sabem o caminho e acordam cedo para viver os ciclos da floresta.

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Os igarapés pelo Rio Negro formam um espelho, a imagem branca na superfície da água é o pólen das plantas.

Hospedei-me no Anavilhanas Jungle Lodge, um hotel de selva fincado no Arquipélago de Anavilhanas, no coração da Floresta Amazônica. O lugar te ajuda a desligar da vida urbana e reconectar com o meio ambiente e com a nossa origem. Não há nada nas redondezas, nem outro hotel de selva como esse. A privacidade para os hóspedes é tamanha que você até se esquece por alguns momentos que está longe de casa.

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J.

Vegetais mistos assados com polenta trufada – Por Jamie Oliver

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“Pegajosos, legumes torrados sobre polenta cremosa, servido com molho de cogumelos selvagens e crème fraîche de rábano – isto é pura indulgência.” Jamie Oliver

Ingredientes:
Azeite
Um punhado de folhas de aipo
Azeite de trufas frescas (opcional)
Mostarda di Cremona (opcional)
Salsa verde

Para as beterrabas:
5 ou 6 beterrabas esquartejadas
3 ramos de tomilho
4 dentes de alho esmagados
Um grande toque de vinagre balsâmico

Para as abóboras:
1 polpa de abóbora, cortada em fatias e sem sementes
1 colher de chá de sementes de coentro esmagados
1 pimenta seca moída
½ canela
5 dentes de alho esmagados
3 ramos de alecrim

Para as cenouras e mandioquinhas:
5 cenouras pequenas descascadas
4 mandioquinhas descascadas
3 ramos de tomilho
Raspas e suco de 2 clementinas (da família das laranjas, mimosas, ponkans, tangerinas… use o cítrico que tiver)

Para o aipo:
1 aipo descascado e cortado em fatias
1 colher de chá de sementes de funcho esmagados
4 folhas de sálvia rasgadas

Para as cebolas vermelhas (roxas também servem):
4 pequenas cebolas cortadas ao meio
3 ramos de tomilho
Um toque de vinagre balsâmico

Para os nabos:
200g de nabos bebê
4 folhas de louro rasgadas
Raspas de noz-moscada

Para o crème fraîche de rábano:
60g rábano raspado
250 ml de crème fraîche (pode ser substituído por sour cream ou iogurte, ou você pode fazer o seu próprio crème fraîche aquecendo 240ml de nata e 1 colher de sopa de soro de leite coalhado (buttermilk) ou de iogurte natural, e deixe descansar por 16 a 24 horas, até ficar consistente e formar uma ligeira fermentação bacteriana, com sabor um pouco amargo)
1 colher de sopa de azeite extra-virgem
Um pouco de suco de limão

Para o molho de cogumelos selvagens:
400g de cogumelos selvagens mistos, os maiores rasgados
2 dentes de alho cortados finamente
3 ramos de tomilho
25g de manteiga
Um pouco de suco de limão
300ml de creme único (creme de leite fresco)

Para a polenta de queijo:
375g de polenta
60g de manteiga
80g de queijo parmesão ralado
100g de Stilton (queijo azul originário na Inglaterra), ou Taleggio (queijo originário da Itália) para servir.
Preparo

1. Pré-aqueça o forno a 190 °C. Encontre o maior assadeira que vai caber no seu forno.

2. Comece preparando as beterrabas. Em uma tigela, misture as beterrabas com o raminhos de tomilho, alho e vinagre balsâmico, adicione um pouco de azeite e tempere bem. Coloque em um canto da sua assadeira.

3. Na mesma tigela, misture a abóbora, coentro, pimentão, pau de canela, alho e alecrim com um pouco de azeite e tempere. Coloque em outra parte da assadeira.

4. Repita este procedimento com as cenouras e mandiocas, aipo, cebola vermelha e nabos, cada um com seus aromas selecionados.

5. Cubra a bandeja com uma folha de papel alumínio e asse no forno por 50 minutos, ou até que os legumes estejam macios e marrom dourado, removendo a folha para os últimos 20 minutos.

6. Para o crème fraîche de rábano, misture todos os ingredientes em uma tigela, tempere a gosto e reserve.

7. Para fazer o molho de cogumelos selvagens, coloque uma frigideira grande em fogo alto e adicione um pouco mais de azeite. Coloque os cogumelos na panela e dê uma agitação para lançá-los no óleo. Cozinhe os cogumelos por 4 a 5 minutos, até que comecem a amolecer.

8. Adicione o alho e tomilho e agite a panela novamente. Continue cozinhando por 3 a 4 minutos. Uma vez que os cogumelos têm um pouco de cor, adicione a manteiga e um pouco de suco de limão.

9. Reduza o fogo para médio-baixo e misture o creme, adicionando um esguicho de água para soltar, se necessário.

10. Prepare a polenta conforme as instruções da embalagem. Misture a manteiga e o parmesão, até ficar cremoso. Adicione um pouco mais de água para obtê-la com a consistência certa, então tempere a gosto.

11. Imediatamente despeje a polenta em um grande tabuleiro ou travessa e espalhe sobre ela alguns pedaços de stilton, ou um queijo de boa qualidade. Lance os assados veg com seus sucos cozido sobre a polenta. Espalhe as folhas de aipo, raspas de trufa ou um fiozinho de azeite de trufas, se estiver usando, e os sucos da bandeja. Sirva com todos os seus molhos e “escave”!

J.